Sete dicas essenciais para sobreviver de moto!

Atenção aos perigos da via, manutenção constante e cuidado com outros motoristas são fundamentais para o motociclista.

Os quatro minutos
Essa teoria surgiu na Inglaterra nos anos 80 quando pesquisadores perceberam que a maioria dos acidentes de trânsito aconteciam a menos de quatro minutos da casa ou do local de trabalho/escola. De acordo com esse estudo, quando saímos de casa nosso cérebro precisa de alguns minutos para “esquentar” até entrar no módulo de vigilância. E quando estamos perto do objetivo, nosso cérebro meio que desliga das funções de pilotagem e começa a já se sentir no destino. Por isso a atenção do motociclista deve ser integral e especialmente alerta ao sair e chegar no perímetro da partida e do destino. Vale aquela recomendação de ligar a antena parabólica e só desligar junto com a moto!

Pontos cegos
Isso é um velho conhecido, mas bem esquecido. Se cada motociclista soubesse o quanto é difícil ver de dentro de um carro ele não ficaria zanzando de um lado pra outro no meio dos carros. A Honda fez uma série de animações que mostram o quanto é fácil não ver uma moto, mesmo quando ela está alinhada ao ombro do motorista. Pode procurar por “Honda – dicas de trânsito – ponto cego” no Youtube que vai achar esse filme impressionante. Ah e pela enésima vez: não adianta ser o chato buzinador que roda no corredor com o dedo na buzina porque de dentro do carro, com som ligado e vidros fechados o motorista nem sabe de onde vem o som!

Peso pesado
Rapaz, se um dia tiver a oportunidade de subir na cabine de um caminhão, suba! Lá de dentro, na posição de dirigir, o motorista não enxerga nada pra baixo e muito pouco para os lados. Se for do tipo cavalo + carreta o motorista tem visão muito limitada, mas se for os bi-articulados nem chegue perto. Além disso, caminhões demoram mais para desviar e quando carregados não freiam tão facilmente.

Sua moto não é carro
Por mais que a gente escreva à exaustão ainda tem gente que trata moto como se fosse um carro de duas rodas. Numa moto não existe estepe, nem limpador de para-brisa, nem ar-condicionado. A gente fica exposto aos rigores do clima e se der pepino na mecânica, adeus fim se semana. Um corrente frouxa pode causar acidente, se ela se soltar e enroscar na coroa pode travar a roda traseira. Como nosso veículo está apoiado apenas em dois pneus, se der pau em um, já era! Por isso a manutenção é tão mais vital na moto do que no carro. Cheque sempre itens como pneus, óleo, transmissão e sua sobrevivência na selva será mais tranquila.

Desconfie sempre
A regra de sobrevivência da espécie mais eficiente é: nunca subestime a capacidade de alguém fazer uma burrada. Mesmo se o farol estiver verde, olhe para saber se nenhum espertinho decidiu furar o semáforo. Nunca acredite em vias preferenciais e na dúvida pare e olhe. Isso se chama “pilotagem preventiva” que é a capacidade de ver antes.

Equipamentos
O ideal é evitar todo tipo de acidente, mais vai que… Nessa hora é bem melhor estar com um bom capacete, casaco de couro (ou sintético) com proteções internas, luvas e uma calça resistente. Sim, eu sei que no verão o sufoco é brabo, mas existem equipamentos específicos para o calor. E lembre-se: se você acha que equipamento bom custa caro não tem ideia de quão caro é um dia na UTI.

Frita o peixe e olha o gato
Se a antena parabólica está apontada para o trânsito, precisa ajustar para ver também o piso. Motos são muito leves em relação à massa total do conjunto. Pegar um buraco ou lombada de surpresa pode causar maior estrago. Se perceber que desconcentrou e “surgiu” um buraco ou lombada do nada bem na tua frente, tente frear, mas se perceber que não vai parar solte o freio e levante-se do banco para transferir a carga para as pedaleiras. Assim alivia a pancada nas rodas. E jamais passe num buraco ou lombada freando porque isso potencializa a pancada.

Fonte: Geraldo Tite Simões: Jornalista, instrutor de pilotagem e ministra o Curso SpeedMaster de Pilotagem.

www.grupogagliardi.com

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